quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Operação da PF desarticula organização criminosa que fraudava o Enem.

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (8) a Operação Adinamia, para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar concursos públicos e processos seletivos para ingresso no ensino superior, por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016/2017, no Ceará e em outros estados da Federação.

“As formas da fraude consistiam na violação antecipada de lacres para acesso às provas do Enem e concursos e/ou utilização de candidato piloto e de ponto eletrônico, com a transmissão dos gabaritos. O curso de medicina é o principal alvo das fraudes e também o mais caro, sendo pago em torno de R$ 90 mil por vaga, sendo metade do valor pago antes do certame e metade depois de garantida a vaga”, diz a PF em nota.

Cerca de 90 policiais federais cumprem 36 mandados, sendo 21 de busca e apreensão, quatro de prisão preventiva e 11 de condução coercitiva, nas cidades de Fortaleza, Juazeiro, Barbalha, Mauriti, Abaiara e Lavras da Mangabeira, no Ceará; São José de Piranhas e Cajazeiras, na Paraíba; e em Teresina, no Piauí.

Segundo a PF, o nome da operação, Adinamia, é uma referência à “fraqueza moral daqueles que fraudulentamente tentam burlar a concorrência de concursos públicos para cargos públicos e processos seletivos para ingresso em cursos superiores por meio do Enem”.

➲ Mensagem: Anderson San.
➲ Com informações: Aécio Amado - Repórter..

Presidente Michel Temer já admite saída de ministros do PSDB de seu governo.


Com o acirramento da pressão interna do PSDB pelo desembarque de seu governo, o presidente Michel Temer já admite a saída antecipada dos ministros tucanos e a redistribuição dessas pastas para aplacar a insatisfação de outras siglas.

Em conversas nos últimos dias com auxiliares e tucanos alinhados com o Palácio do Planalto, Temer disse entender que o desembarque do PSDB está praticamente consolidado e que pode antecipar uma reforma ministerial caso esse quadro se torne irreversível.

O presidente preferia manter os tucanos em seu governo até abril de 2018, quando 17 ministros deixarão seus cargos para disputar eleições. Ele acreditava que qualquer mudança no primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios antes dessa data poderia abrir novas crises com sua base aliada.

Temer queria evitar o desembarque do PSDB por acreditar que o partido, que comanda quatro ministérios, poderia ter peso na aprovação da agenda de ajustes fiscais e da reforma da Previdência. Além disso, os tucanos são considerados um pilar simbólico de sustentação de seu governo junto ao mercado financeiro e ao setor produtivo.

Para conter o rompimento com a sigla, o Planalto fez uma aproximação intensa nos últimos meses com as alas governistas do PSDB -lideradas pelo senador Aécio Neves (MG) e pelos ministros Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Aloysio Nunes (Relações Exteriores).

O governo acreditava que, assim, havia conseguido conter o rompimento, apesar das divisões internas nas bancadas tucanas. Dos 46 deputados do partido, apenas 20 apoiaram Temer na votação da segunda denúncia contra o presidente, no fim de outubro.

O fortalecimento das movimentações do PSDB pela saída do governo e a pressão de partidos do chamado centrão por uma redistribuição dos espaços dos tucanos fizeram com que o presidente mudasse sua avaliação sobre o quadro.

Agora, o Planalto entende que a melhor estratégia deverá ser aceitar a saída dos ministros tucanos -possivelmente ainda este ano- para usar esses espaços e evitar a rebelião dos partidos do centrão, em especial PP, PTB e PR.

O governo quer saciar essas siglas para tentar salvar a reforma da Previdência e outros projetos considerados prioritários. O centrão ameaçava boicotar votações no Congresso enquanto a reforma ministerial não ocorresse.

Na avaliação de auxiliares do presidente, caso o nome do senador Tasso Jereissati (CE) se consolide na disputa interna do PSDB e o governador Geraldo Alckmin (SP) se mantenha como virtual candidato tucano à Presidência da República nas próximas semanas, o desembarque será inevitável. Os dois são publicamente a favor do rompimento com Temer para tentar reduzir a contaminação do PSDB para as eleições de 2018.

O movimento tucano pelo desembarque irrita a cúpula do PMDB, que afirma que o PSDB corre o risco de se isolar no palanque presidencial do ano que vem. Dirigentes peemedebistas dizem que, nas atuais circunstâncias, o partido se recusará a apoiar a chapa de Alckmin ao Planalto no primeiro turno.

➲ Post: Anderson Sán.
➲ Com informações: Folhapress..

Sistema Atalaia de Comunicação lança CBN Aracaju.

Rádio CBN Aracaju foi inaugurada nesta quarta-feira (8), marcando uma nova etapa na comunicação em Sergipe. A partir de hoje, ela passa a transmitir na 90,5 FM dentro do processo de migração da Rádio Atalaia AM 770. 

A nova emissora é fruto de uma parceria inédita entre dois grandes grupos de mídia: o Sistema Atalaia de Comunicação, com 49 anos de atuação sólida no mercado sergipano, e o Sistema Globo de Rádio, líder nacional em mercado, audiência e cobertura com suas redes de emissoras. A principal delas é a CBN, Central Brasileira de Notícias, criada em 1991, pioneira no modelo all news, e que conta hoje com 30 emissoras em todo o Brasil, entre praças e afiliadas. 

Com ela, vem uma nova programação, com 24 horas de jornalismo, esporte e prestação de serviço. O ouvinte terá acesso a entrevistas, reportagens, análises de colunistas e informações em tempo real sobre o que acontece em Aracaju, em Sergipe, no Brasil e no mundo. Todos os assuntos são acompanhados com precisão, correção, isenção, agilidade e credibilidade. A programação CBN é ainda um espaço aberto para a pluralidade de opiniões e análise crítica do que está por trás dos fatos.

Em sua programação nacional, a CBN conta com mais de 200 jornalistas em todo o país e os principais âncoras do radiojornalismo brasileiro, com Milton Jung, Carlos Alberto Sardenberg e Roberto Nonato, além de um grande time de comentaristas que analisam os fatos do dia na política, na economia, no cotidiano, na cultura e no esporte, entre os mais variados temas. Dele, fazem parte nomes como Arnaldo Jabor, Merval Pereira, MíriamLeitão, Fernando Gabeira, Kennedy Alencar, Dan Stulbach, André Trigueiro, entre outros. 

Em sua primeira fase, a CBN contará em Aracaju com uma equipe de cinco jornalistas, quatro operadores de áudio e três horas diárias de programação local, além de boletins informativos ao longo de toda a programação nacional, com atualizações do tempo, do trânsito e dos principais acontecimentos do dia. A programação e a equipe serão ampliadas a partir de 2018, quando a emissora terá seis horas dedicadas ao noticiário da cidade e do estado.

O primeiro programa local será o CBN Manhã e irá ao ar de segunda à sexta-feira, das 8h às 11h, e aos sábados, das 9h às 11h. Apresentado pelo jornalista Gabriel Damásio e com reportagens de Eraldo Souza e Danielle Major, ele terá entrevistas, reportagens, debates, quadros de colunistas e todos os assuntos que mexem com o cotidiano de quem vive na capital e no interior de Sergipe.

➲ Post: Anderson Sán.
➲ Com informações: Redação Portal A8..

Dodge diz que autonomia da PF ameaça Estado democrático.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse nessa terça-feira (7) que é contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que dá autonomia à Polícia Federal. O órgão, atualmente, é subordinado ao Ministério da Justiça.

Nessa terça-feira, o Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) aprovou o envio de uma comunicação à Câmara dizendo que não aprova a proposta.

Dodge afirmou que a autonomia da Polícia Federal poderia ameaçar o próprio Estado democrático de direito, como conhecido no Brasil.

A PEC tem dividido opiniões ao longo dos anos, principalmente depois do início da Operação Lava Jato.

O relator do projeto na Câmara é o deputado João Campos, do PRB de Goiás. A iniciativa foi da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal, com a justificativa de afastar interferências políticas e garantir a autonomia das investigações.

Outras categorias de servidores, como agentes, escrivães e papiloscopistas criticam a proposta. Eles dizem que ela promove uma falsa autonomia ao órgão e aumenta o poder apenas dos delegados.

O parecer do deputado João Campos, pela aprovação da PEC, está pronto para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

➲ Post: Anderson Sán.
➲ Com informações: Jéssica Gonçalves - Repórter..